*** Acho que pela primeira vez fiz “promessa de ano novo”. E foram 9. Vamos ver no que dá.

*** Meu reveillon foi incrível. Entrei 2010 fantasiada de Deusa Grega, espero que isso me traga super-poderes. O Fest.Val também foi um sucesso (pelo menos pra mim). E, ponto positivo também para esta primeira semana de volta ao trabalho: eu não “gastei” um minuto sequer trabalhando em casa, nem na semana a noite, nem no sábado e domingo.

***  Não sei que onda é essa de término de namoro pós-reveillon. Tá ruim de dar conta de tanta lamentação no msn, tanto convite pra sair e desabafar, e tanta gente desacostumada com vida social. Impressionante.

*** Por falar em lamentação no msn, todos sabem (ou deveriam saber) que não sou a pessoa certa pra consolar ninguém. Um exemplo. A namorada de um amigo terminou o namoro, alegando que não gostava mais dele. Aí ele cola uma conversa dele e da ex no msn: Ex-namorado diz: Eu não estou pronto pra ver vc com outra pessoa. Ex-namorada diz: Nem eu.  Aí ele me pergunta se dá pra entender. E eu digo: Claro, ela está sendo educada.

*** 2010 ainda com ranço de mazelas de 2009. Um amiga teve o carro quase destruído numa batida e a outra foi pega numa blitz e está sem carro nem carteira. Melhor eu descobrir logo meu santo nessa ida à Baêa, pra prevenir.

***  Eu achava que tinha aparentado ser menos cult em 2009, mas ganhei 9 livros de aniversário. E não, não quero que isso mude… hehehe. Só se for pra dvds do Chico e da Elis, como os que também ganhei =P

*** Um dos que ganhei era O vendedor de Sonhos, do Augusto Cury. É, aquele best-seller. Claro, claro que eu vou trocar. Mas tentei ler um pouco pra ver se entendia o que o faz ser tão apreciado. Tô na página 65 e dá vontade de me matar a cada página que viro, pelo tempo perdido. Melhor parar.

p.s: sobre términos de namoro, só espero que um acolá não termine. Tá ótima essa vida, só fico com a parte boa… hauahuahau

*** Estou seriamente repensando meu velho sonho de que em Fortaleza existissem boas livrarias (pelo menos Saraiva, Cultura, etc). Abriu a Saraiva aqui e não posso entrar lá sem sair com 2 ou 3 livros, pra mim ou para presentear… E a Cultura tá vindo. Lasquei-me.

*** Se tem uma coisa que eu não sei fazer é passar a mão na cabeça de quem faz bobagem. Se você, meu amigo ou minha amiga, fez uma droga muito grande (e sabe que fez) e procura alguém pra lhe aninhar nos braços, fazer cafuné e dizer que “tudo vai dar certo”, não me procure. A decepção é certa e você vai sair pior do que entrou. Não sei como é que ainda tem amigo/a antigo/a meu que não entendeu isso.

A pessoa chega pra mim já dizendo “Val, fiz merda”. A única coisa que consigo responder é: “fez mesmo”. Se a pessoa quiser ajuda pra remediar a situação, chego junto com o maior prazer. Mas amenizar o estrago, mentir que as coisas vão continuar normais, aí é melhor passar pro outro número da agenda.

Ah, por favor: ajam assim comigo também. Não finjam que eu agi bem, que eu falei o certo na hora certa, que o problema está nos outros, que eu não errei a medida.

*** Numa conversa rápida e inoportuna na praia, um grande amigo pergunta: “E agora, Val? Vai fazer o quê da vida?” A resposta é: não faço idéia. Neste fim de ano não tenho controle sobre a minha vida. No momento não. A rédea tá solta e nem vou fazer força pra segurar. A coisa mais importante que me circunda agora evolui sem que eu possa fazer nada. Então, no que me cabe, vou vivendo o dia a dia. Até que chegue a hora em que as coisas estejam novamente sob meu controle. Eu saberei.

*** Reveillon resolvido. Aniversário 80% resolvido. Carna-val 60% resolvido. Eita, tudo vai ser puuunk. Haja redbull, haja bons braços e camas para descanso. Haja controle nos gastos. Haja disciplina e haja contravenção.

***Não tô a fim de assistir Avatar. Só vou se me convencerem mesmo, vierem pegar e deixar em casa e eu não tiver mais naaaada que fazer no dia. Tava curiosa pro do Almodovar. Fui e não tem nada de mais. 2h com dor de cabeça perdidas. (= eu e minha má vontade pra cinema…)

***  Ah, eu gostaria que o Diretor/presidente da UNIMED tivesse os piores pesadelos toda vez em que fosse dormir. Pra sempre.

*** Povo anda reclamando que eu abandonei o blog por conta do Twitter (valeu a correção, Artz). Cabe uma explicação: o twitter pra mim é uma brincadeira, algo simples, descompromissado, superficial. E, portanto, fácil. Este espaço aqui não. É algo sério. Não escrevo qualquer coisa e não sou pouco criteriosa como lá. Neste espaço do blog tenho a companhia dos meus melhores amigos que, mesmo silenciosamente, sabem de mim e me contam deles. E é por isso aqui ser importante pra mim que preciso ter tempo e disposição para vir e discorrer, comentar, opinar sobre algo. Mesmo que seja bobagem. Mas essa bobagem significou algo pra mim. Ao contrário de 70% dos 140 caracteres do twitter. Dito isto, vamos à atualização.

*** Quarta-feira eu decretei que, oficialmente, devem chegar ao fim os meus “dias de merda”, parafraseando Ailton. Chega de 2 meses de tanta mazela. Agora as coisas vão andar pra frente, dando saltos se possível. Vocês sabem que não acredito na força do pensamento positivo e não é o caso agora. É um fato. As coisas vão melhorar. E já recebi notícia boa sexta, e mais 2 hoje. Além do meu horóscopo de outubro e novembro terem sido surpreendentemente adequados (huahauahu). E em novembro agora tem aula de tamborim, tem show de Jorge Ben e Martnalia, tem Babita em Fortaleza, tem Murilo empregado, tem um encontro especial, tem menos viagens no trabalho, tem academia levada a sério e tem mais tempo com meus pais. Tem reencontro com amigos, tem muita disposição pra estudar, tem tempo pra arrumar meus dois quartos que estão de pernas pro ar.

*** No Rio, um misto de sensações. Que bom que passou o deslumbramento, que não tenho mais a empolgação de estar 24h na rua conhecendo e revisitando o que aquela cidade tem de lindo. Agora minha relação com o RJ é mais tranquila e, por isso, mais real e confortável.

*** Ah, estou pegando abuso de Recife. 5 vezes em menos de 2 meses é de pedir pra sair. Nã. Vamos inventar outra cidade pra fazer eventos? (menos Belém, fazfavô)

*** Com tanta viagens/problemas/trabalhos das últimas semanas, acabei sabendo de tudo de maneira mais superficial que o normal. Não sei de quase nada do caso da Uniban, nem do acidente da FAB, nem do novo orkut, nem do IPI, nem dos conflitos no Rio, nem do Zina, nem das enchentes no Sudeste… E, não tô querendo saber não, visse? Me deixem desinformada e sem assunto ainda por novembro.

Num domingo tenebroso, com uma notícia aterradora, me maltrato pancada atrás de pancada com o disco de Gal de 1971:

“Meu amor
Tudo em volta está deserto tudo certo
Tudo certo como dois e dois são cinco

Quando você me ouvir chorar
Tente não cante não conte comigo
Falo não calo não falo deixo sangrar
Algumas lágrimas bastam pra consolar
Tudo vai mal, tudo
Tudo mudou não me iludo e contudo
A mesma porta sem trinco, o mesmo teto
E a mesma lua a furar nosso zinco”

Ok, Zeus. Já entendi seu recado.  Você realmente não quer que eu estude.

*** Update: Eu sou uma Fruta Gogóia, segundo o belo Beto. Ganhei meu sábado. ;-)

*** Minha vida anda parecendo semana de final de novela, mas sem o último capítulo. Emoções, revelações, reviravoltas… mas nada de definição. Nada absoluto.
E, como diz o sábio Murphy, se uma coisa pode piorar, ela vai piorar. Preciso que alguém me desenrole, me puxe, me salve, de tanta coisa intrincada. E só aparece proposta indecente pra mim. Vou já pifar.

*** Meda dessa volta da moda dos anos 80. O Iguatemi tava cheio de roupas verde-limão, amarelo-limão (que, segundo uma amiga, “na verdade são flúor tipo ‘reinterpretação’ dos anos 80…”). Jájá aparecem as ampulhetas nos ombros, os tamancos de madeira, meias de ginástica e homens de mocassim! Só quero acordar quando essa moda passar…

*** E o francês foi embora nessa semana e já está com saudades do país, da vida dele por aqui, etc. Ahh, Brasil réi ruim de não se gostar. O menino morando em Paris e já procurando maneiras de voltar pro nosso lado. Deve ser por causa do mulato inzoneiro, do coqueiro que dá côco… =)

*** E no MSN, bobos carinhos… mas carinhos:
*diz (09:11):
feliz dia 9
sao 9 horas, 9 min e 9 secs

Val - 09/09/09 diz (09:11):
que lindo
* diz (09:11):
=*

*** Felicidade tb boba: Hoje experimentei um vestido 38 e ele coube lindamente. Tive que comprar, né!? Roupa demáááás nesse guarda-roupa…. mas não resisti. O que 2 semanas de academia levada a sério não fazem…

As coisas não andam nada bem. Aliás, até andam. Mas no sentido contrário ao que eu preciso. E são várias coisas, que meus dois braços não conseguem segurar e empurar pro lado correto.

É trabalho, família, amigos, namoros, saúde, dinheiro, estudos. Em cada um desses “quesitos” movimentos importantes têm sido feitos nos últimos dias e não tenho conseguido reagir bem como sempre o fiz. São movimentos positivos que me exigem decisões importantes. Ou movimentos negativos, que têm conseguido me desmotivar.

No mais, nada mais. E seguindo a onda Belchior, entoando a minha favorita:

“Se você vier me perguntar por onde andei
No tempo em que você sonhava
De olhos abertos lhe direi
Amigo, eu me desesperava

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Mas ando mesmo descontente
Desesperadamente eu grito em português

Tenho 25 anos de sonho e de sangue
E de América do Sul
Por força desse destino
O tango argentino me vai bem melhor que o blues

Sei que assim falando pensas
Que esse desespero é moda em 73
Eu quero que esse canto torto
Feito faca corte a carne de vocês”

*** Uau, é muita informação. Muita. Muita, muita. Noite de sábado de arrumação geral. Recebo um link legal pelo Twitter, vou lá ver a matéria. Alguém no MSN me conta uma novidade. Tenho 843 e-mails não lidos (e não é spam, esses são os que me interessam, mas não tive tempo de ler). Livros e mais livros aqui pra explorar nas minhas estantes (acho que tenho uns 250, profissionais/técnicos ou não). 30 pastas grossas cheias de textos. 3 pilhas de papel na mesa que ainda não tive tempo de catalogar e guardar. E agora resolvendo o que fazer com as Caros Amigos que tenho desde 1999. Como lidar com tanta coisa? Que chega agora, que tá guardada do passado e é importante, e o que ainda virá?

*** By the way, do bom texto do Arbex em 1999 sobre “Mídia, Universidade e Democracia”, destaco esse trecho, que tem tudo a ver com meu trabalho: “A idéia é criar um espaço de crítica, de pluralismo de idéias e debate, em que a única coisa que se “proíbe” é a vontade de “não saber”(…) Sempre será possível encontrar tempo e espaço para organizar a atividade humana por excelência - não por acaso, a primeira atividade a ser suprimida pelos regimes autoritários ou “colonizada” por meio da violência tecnológica: o livre pensamento”

*** Tenho sido cada vez mais desprendida. Dessa faxina no meu quarto, que ainda está pela metade, já separei 4 sacos grandes cheios de livros e papéis pra doar/reciclar/vender. E bolsas dos milhares de eventos que vou (ainda fiquei com 6). Finalmente mandando pro saco o Codigo Comercial, de Processo Penal, o livro de constitucional de 2001, o livro de literatura do primeiro ano que sempre queria voltar a estudar mas não arrumo tempo. Ficam as 12 agendas antigas, as dezenas de cartinhas de amores/amigos, as fotos (que ainda preciso organizar, digitalizar) e um absurdo de livros e textos e revistas e recortes para revisitar. Quero ver conseguir tirar tanta coisa assim também do meu guarda-roupa que não cabe mais nenhuma roupa nem sapato.

*** Fui a um jantar de despedida ontem, num restaurante que oferecia wi-fi. E a mesa inteira era composta de twitteiros. Teve uma hora que metade da mesa tava com o cel ligado verificando as últimas, ou vendo o resultado do jogo do Ceará, ou mostrando um vídeo no youtube. Sei que é questão de tempo eu me acostumar com isso. Mas, no momento, acho bizarro.

*** Ah, os dados foram lançados.

*** Nessa semana pós-cirurgia do meu pai, li este trecho do Levantado do Chão (Saramago) que traduz perfeitamente o que vivi: “Mas se adormecer e for a dor de João Mau-tempo tanta que não a possa suportar sozinho, lá está o cordel que liga o pulso direito do homem ao pulso esquerdo da mulher, não era agora, tão velhos, que iriam ficar separados, é só puxar e sai Faustina do seu levíssimo sono, levanta-se vestida e vem à cama, no seu grande silencio da surdez, agarra a mão do marido e, como não pode fazer mais nada, diz-lhe boas palavras, nem toda a gente pode se gabar de tanto.” Oxalá eu seja tão boa companheira pro meu marido como minha mãe é pro meu pai. E vice-versa.

*** Hoje voltei ao trabalho depois de umas pequenas e tenebrosas “férias”. Vou ter que seguir o meu lema de “um dia de cada vez”, usar da minha disciplina e organização, para passar por tudo sem me desgastar tanto. Tô cansada, chateada comigo mesma, me auto-sabotando e não posso deixar isso atrapalhar.

*** E cadê meus cachinhos que não voltaaam!?

*** Perdi a Filarmônica do Ceará tocando Luis Gonzaga domingo no TJA. Que dro-ga.

*** Ah, um mês no qual tenho duas idas ao Rio de Janeiro marcadas não pode ser do desgosto…

Passei o fim de semana em Jeri (essa foto aí de cima é de lá). E foi uma das melhores viagens à minha vila favorita. Aproveitando a vinda dos primos de Sampa e de outros que estão morando espalhados pelo Brasil, e da oportunidade de dar atenção aos dois estrangeiros que estão trabalhando comigo (Aaron e Norent), partimos na sexta de manhã. Pousada Jericó, baratissima e muito boa.

Passei o primeiro dia só com o Norent, muito tempo dentro do mar e acostumando os olhos àquela beleza toda - de jeri, meu povo! (lembrar que uma massagem nunca é tão inocente… hauhauah). 2h da madruga chega o resto da turma.

Jeri continua com um brilho que ofusca, seja pela mansidão do mar, seja pelo céu coalhado de estrelas, seja pela beleza do povo. No primeiro dia fomos dormir às 8h da manhã, depois de ver o sol nascer de cima da duna do pôr-do-sol, ao som do violão do Fernando. No mais, aquela rotina de dormir depois do dia nascer, acordar super tarde, almoçar umas 16h, ver o pôr-do-sol ao som do berimbau dos capoeiras, comer um brigadeiro ou sorvete na subida pra pousada, dormir até meia noite, jantar muito bem, beber muita batida de fruta, sair caçando as festas e… aí só Zeus sabe o que acontece por aquelas ruas…

Meus primos são incríveis. Um pouco mais novos que eu, quase de outra geração, mas muito animados, educados, com um humor refinado (tá, às vezes nem tanto.. huahua) e ainda politicamente conscientes. Foi realmente tudo incrível. No domingo pra segunda eu pretendia dormir cedo pra dirigir as 4h da volta. Mas, depois da festa no Mama África e do italiano indescritivel que minha prima encontrou por lá, acabei indo ver mais um nascer do sol na praia, com deba, paolo e ariel (holandês-carioca). Saudade é pouco. Difícil voltar pra Fortaleza depois de uma dessas. Mas, voltei. E agora, acabou a brincadeira. Semana de resolver pendências antigas e cumprir muitos compromissos familiares. Até um próximo convite a Jeri… e eu vou…

*** Nossa, quase me acabo assistindo o show do Roberto do Maracanã. Tirando a parte em que ele canta Mulher pequena, que dá vontade de cortar os pulsos (dele), foi muito bonito. Tenho me tornado fã.

*** Cada vez mais gostando de vermelho! Nas unhas, nas roupas, nos acessórios, no mouse do notebook, no óculos.

*** Nem eu acredito que vou ter 10 dias de férias a partir de sexta. Fazendo o impossível pra não ter muita coisa marcada nestes dias e, finalmente, começar a fazer alguma coisa pelo mestrado que vá além da afirmação de que vou fazer a seleção. Mas antes, um mergulho na minha Jeri, pra recarregar as baterias tão desgastadas destes meses.

*** Entrei no twitter, depois da insistência de uns amigos. Tem suas vantagens e suas inutilidades. E, como orkut, msn, e-mail, ele só vai tomar o tempo que eu me permitir dar pra ele. Nem mais, nem menos.

*** Conseguindo finalmente ter uma rotina de corrida. Rumo aos 15 minutos, depois aos 20…

***  Vale o lembrete: odeio joguinhos amorosos. O lance é dizer tudo, e ouvir tudo. É uma perda de tempo na enrolação, tentando parecer mais difícil, menos interessado/a, com menos saudade, com pouca vontade… Ah, mas só me disponho a agir assim se o outro tiver a coragem de também o ser. Isso é o difícil. Caso contrário, caio fora. Anotou?

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